Em meio a tensões no Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou veementemente qualquer acordo com a oposição para pautar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A declaração surge após parlamentares bolsonaristas alegarem um pacto para a votação, intensificando o clima de incerteza sobre o futuro da proposta. Motta enfatizou que sua posição é “inegociável” e que não cederá a pressões externas, mantendo a independência da presidência da Casa.
“Quero que isso fique bem claro: a presidência da Câmara é inegociável”, declarou Motta a jornalistas, buscando dissipar as especulações sobre negociações em troca da retomada dos trabalhos. Ele reforçou que não negocia prerrogativas com nenhum grupo, seja da oposição ou do governo, preservando a autonomia da presidência. A firmeza do discurso demonstra a determinação de Motta em conduzir a Câmara sem interferências.
A declaração de Motta ocorreu após uma noite conturbada, marcada pela ocupação da Mesa Diretora por deputados bolsonaristas que pressionavam pela anistia “geral e irrestrita”. A presença de parlamentares de extrema-direita, inclusive do Rio Grande do Norte e outros estados nordestinos, elevou a pressão durante a sessão. Contudo, o presidente da Câmara se manteve firme na defesa da legalidade e da ordem na Casa.
A retomada dos trabalhos legislativos foi resultado de articulações lideradas por figuras do centrão, com a participação do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Motta reconheceu a importância do diálogo para superar os impasses, elogiando a colaboração de Lira em um momento de alta tensão. “Foi uma tensão que, acredito eu, a Câmara não viveu na sua história recente”, afirmou Motta, ressaltando a necessidade de cooperação para resolver crises.
Mesmo com as tentativas da oposição de garantir espaço para a pauta da anistia, Hugo Motta reafirmou que não há compromisso firmado. A postura de Motta sinaliza um obstáculo para o avanço imediato da anistia, que depende de apoio majoritário e da condução da Mesa Diretora. A situação permanece indefinida, com o cenário político ainda incerto quanto ao futuro da proposta.
Fonte: http://agorarn.com.br





