O HPV (Papiloma Vírus Humano), uma infecção sexualmente transmissível, tem gerado crescente preocupação devido à sua ligação com diversos tipos de câncer, como o de colo de útero e pênis. No entanto, a conscientização sobre prevenção e tratamento é fundamental para mitigar seus impactos. A especialista em educação sexual, Laura Muller, da Folha de S. Paulo, aborda as principais dúvidas sobre o vírus, oferecendo informações cruciais para a saúde sexual.
Uma das maiores preocupações é a possibilidade de portar o vírus sem apresentar sintomas visíveis. “É, sim! O vírus HPV é um bom exemplo disso: nos meninos, ele costuma ficar bem escondido. E em muitos casos nem dá para enxergar as lesões a olho nu”, alerta Muller. Essa característica insidiosa reforça a importância de exames regulares e medidas preventivas.
O período de incubação do HPV pode variar significativamente, estendendo-se de dois a 15 anos. Durante esse tempo, o vírus pode permanecer latente, manifestando-se apenas em momentos de baixa imunidade. Essa longa janela de tempo enfatiza a necessidade de vigilância contínua e práticas sexuais seguras.
A transmissão do HPV não se restringe à penetração. O contato com áreas contaminadas, mesmo sem penetração, pode levar à infecção. Portanto, o uso de preservativo desde o início de qualquer contato sexual entre os genitais é uma medida preventiva essencial.
O tratamento do HPV deve ser individualizado e orientado por um profissional de saúde. “O passo inicial para tratar adequadamente é marcar uma consulta com a médica ou o médico: ginecologista para as meninas, urologista para os meninos”, explica Muller. A consulta especializada permitirá a identificação das melhores opções de tratamento, que podem incluir a remoção de verrugas e outros cuidados específicos.
A vacinação é uma ferramenta poderosa na prevenção do HPV. No Brasil, o SUS oferece vacinação gratuita para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de grupos específicos. Para aqueles fora dessa faixa etária ou não elegíveis para a vacinação gratuita, a imunização na rede particular é uma alternativa importante.
Em suma, a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são pilares essenciais no combate ao HPV. Ao adotar práticas sexuais seguras, realizar exames regulares e buscar orientação médica, é possível proteger a saúde sexual e reduzir o risco de complicações associadas ao vírus.





