A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) seguindo o fuso horário de Brasília tem gerado reclamações e dificuldades para candidatos no Amazonas. A diferença de uma hora em relação ao horário local impacta diretamente na logística e no preparo dos estudantes para a prova, aumentando a pressão e o estresse em um momento crucial.
Candidatos relatam que precisam se deslocar mais cedo para os locais de prova, enfrentando longas distâncias e o desafio de se manterem concentrados e calmos antes do início do exame. Essa antecipação forçada pode comprometer o desempenho e a atenção durante a prova, especialmente nas questões que exigem maior concentração.
“É um desgaste muito grande ter que acordar tão cedo e ainda lidar com o nervosismo da prova”, afirma Maria Silva, estudante de Manaus que prestará o ENEM este ano. “Essa diferença de fuso horário parece pequena, mas faz toda a diferença no nosso preparo físico e mental”.
Especialistas em educação apontam que a padronização do horário, embora administrativa, ignora as particularidades regionais e o impacto psicológico sobre os candidatos. A necessidade de adaptação a um horário diferente pode gerar ansiedade e prejudicar o rendimento, colocando em desvantagem os estudantes do Amazonas em relação aos demais participantes do exame.
A comunidade amazonense espera que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) reveja a aplicação do ENEM no estado, considerando as especificidades locais e buscando soluções que minimizem o impacto negativo sobre os candidatos. A revisão poderia incluir a adaptação do horário ou o fornecimento de apoio logístico adicional aos estudantes.










