Taxa é a menor desde o início da série histórica; 288 municípios não registraram nenhum assassinato
O Paraná alcançou uma redução de 30,6% nos homicídios dolosos entre janeiro e maio de 2025, registrando 540 casos no período, contra 778 no mesmo intervalo de 2024. Os dados são do Centro de Análise, Planejamento e Estatística (Cape) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Com esse desempenho, o estado alcançou a menor taxa da história para o período: 4,54 homicídios dolosos por 100 mil habitantes. Em 2024, o índice já havia sido o menor até então, com 6,58 por 100 mil habitantes. Para efeito de comparação, em 2009 o índice era de 11,52, chegando ao pico em 2010, com 14,48 por 100 mil.
O número absoluto de homicídios dolosos é o mais baixo desde o início da série histórica, iniciada em 2009. Além disso, 288 municípios paranaenses (quase 60% do total) não registraram nenhuma ocorrência do tipo neste ano. Em 82 cidades, houve apenas um caso.
Outros indicadores de segurança também melhoraram. De janeiro a abril, os roubos no Paraná caíram 20,5%, passando de 6.603 para 5.548 registros.
Uma das ações de destaque no combate à violência é a Operação Cidade Segura, que une prevenção, repressão e inteligência em 87 cidades — responsáveis por cerca de 80% dos homicídios no estado.
Investimentos e estrutura
Segundo o governo estadual, os avanços são resultado de investimentos contínuos em segurança pública. Desde 2019, o orçamento da área mais do que dobrou, passando de R$ 3,8 bilhões para R$ 7 bilhões em 2025.
Com os recursos, foram contratados novos policiais, adquiridas viaturas, armamentos, aeronaves e embarcações. Apenas em 2024, o Estado entregou 360 veículos e destinou R$ 117 milhões para helicópteros e veículos blindados. Também lançou concurso público para 2 mil policiais militares e investiu na formação de cães farejadores para operações diversas.
No final de maio, foram entregues 1.400 tasers de última geração, câmeras corporais com inteligência artificial, 440 novas viaturas, 53 camionetes especiais, 1.900 armas portáteis, 5.200 pistolas e 200 motocicletas.
O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destacou que os resultados são fruto da prioridade dada à área. “Essa redução histórica é resultado da integração entre as forças policiais e de uma política contínua de fortalecimento da presença ostensiva, da inteligência e do efetivo em todo o estado”, afirmou.
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