Série retrata a trajetória marcante da Coligay e os desafios enfrentados até hoje nos estádios brasileiros

A Coligay, primeira torcida LGBTQIA+ do Brasil, é relembrada em uma nova série, evidenciando a luta contra a homofobia no futebol.
A Coligay e sua importância histórica
A Coligay, primeira torcida LGBTQIA+ do Brasil, foi criada na década de 70 e tornou-se um marco na luta contra a homofobia no futebol. A série “Coligay – a Torcida Impossível”, prevista para lançamento em 2026, retoma essa história significativa em um momento em que a homofobia ainda é latente nos estádios de futebol.
A trajetória da torcida e os desafios enfrentados
Em um ambiente marcado pela ditadura militar, a torcida do Grêmio enfrentou não apenas olhares hostis, mas também xingamentos e episódios de violência. Para se proteger, seus membros aprenderam caratê, transformando a arquibancada em um espaço de resistência e de luta. Irandhir Santos, ator que interpreta um personagem da série, destaca a dualidade de ser um apaixonado por futebol em um espaço ainda repleto de preconceito.
A série e seu impacto social
Baseada no livro “Coligay – Tricolor e de Todas as Cores”, de Léo Gerchmann, a série busca mostrar que as conquistas do movimento LGBTQIA+ são recentes e ainda frágeis. A roteirista Patrícia Corso enfatiza a importância de contar essa história, especialmente à luz dos recentes casos de discriminação no futebol, como os 34 julgamentos por homofobia registrados pelo STJD desde 2022.
A luta contínua contra a homofobia
Casos de discriminação homofóbica, como os comentários de Abel Braga, técnico do Internacional, e ações de jogadores como Vitor Roque, evidenciam que o preconceito ainda é um problema no cenário esportivo. O movimento LGBTQIA+ no futebol busca visibilidade e respeito, e a série sobre a Coligay é uma forma de promover essa discussão.
Resgatando a memória e a representatividade
O resgate da Coligay, que existiu por cerca de seis anos, é um passo importante para reconhecer a luta e os desafios enfrentados por torcedores LGBTQIA+. Volmar Santos, idealizador da torcida, e outros membros da comunidade destacam a necessidade de um espaço seguro e acolhedor nos estádios. A série promete trazer à tona as questões de preconceito e a necessidade de inclusão no futebol, mostrando que a luta pela aceitação continua.
Olhando para o futuro
Com o lançamento da série, espera-se que a discussão sobre homofobia no futebol se intensifique. A Coligay não é apenas uma lembrança do passado, mas um símbolo de resistência e de luta por direitos iguais. Ao revisitar essa história, a série busca inspirar novas gerações a continuar a luta contra a homofobia e a promover um ambiente mais inclusivo no esporte.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Fernanda Canofre / Folhapress










