Pré-candidato do PT critica transparência e gestão do rival, sinalizando embate eleitoral duro

Fernando Haddad aponta corrupção e gestão frouxa no governo Tarcísio e denuncia aliança com Flávio Bolsonaro que prejudica São Paulo.
Nesta quarta-feira, 15, Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, fez acusações contundentes contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista ao Broadcast Político, haddad classificou a gestão como “frouxa, pouco transparente e pouco fiscalizada”, apontando focos de corrupção nas secretarias da Fazenda, Agricultura e Transportes, e lamentando a aparente falta de preocupação oficial com tais problemas.
Embate político e alianças controversas
Haddad não poupou críticas à aliança política entre Tarcísio e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para ele, essa “simbiose” precisa ser esclarecida publicamente, pois envolve apoio a um governo americano considerado hostil ao Brasil, especialmente prejudicial ao Estado de São Paulo. Essa conexão, segundo o petista, é um elemento decisivo para a disputa eleitoral, junto com a queda da qualidade dos serviços públicos e a polêmica privatização da Sabesp, que ele classifica como um escândalo.
Resgate do legado tucano e combate ao preconceito
O ex-ministro se posiciona como herdeiro da “boa tradição do tucanato”, destacando o apoio de figuras históricas como Geraldo Alckmin, Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, e rejeita a imagem de que o PSDB atual sustente a gestão Tarcísio. Haddad defende ainda a superação do preconceito contra o PT no agronegócio, ressaltando seu histórico de recordes em crédito e produção no setor durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda.
Revisão de contratos e promessa de rigor
Haddad promete reler e revisar todos os contratos firmados pelo governo atual, citando o caso do túnel Roberto Marinho, denunciado por superfaturamento, e criticando a falta de fiscalização e controle, especialmente na Controladoria-Geral do Estado. Ele denuncia múltiplos focos de corrupção e chama a atenção para a necessidade de aplicação rigorosa de uma “régua” para evitar esses problemas.
Segurança pública como prioridade
Para a segurança, Haddad propõe a criação de um gabinete permanente com comando do governador para integrar forças estaduais e federais, Coaf e Receita Federal, combatendo o crime organizado sem manipulação de estatísticas. Defende uso intensificado de inteligência nos patrulhamentos e tecnologia para prevenção de crimes digitais, violentos e domésticos, sobretudo contra mulheres e crianças.
Disputa pelo voto feminino
O petista destaca a rejeição dos Bolsonaro entre eleitoras e aponta declarações recentes de Tarcísio contra candidatas ao Senado como deselegantes e agressivas, reforçando o potencial estratégico do voto feminino nesta eleição.
O cenário que se desenha para São Paulo é de embate duro, com Haddad apostando numa campanha que explora fragilidades da atual gestão e questiona alianças políticas que, para ele, colocam em risco os interesses do estado e do País.









