A entrada do ex-prefeito de Maringá, Ulisses Maia, na linha de apoio à pré-candidatura de Guto Silva não é apenas mais um movimento pontual — é sintoma de algo maior que começa a ganhar forma dentro do grupo governista.
Ulisses passa a integrar uma sequência recente de adesões ao projeto de Guto. E, na política, esse tipo de “efeito manada” raramente acontece por acaso: ele costuma indicar leitura de viabilidade.
O que se vê, na prática, é uma campanha que ganha musculatura. Não necessariamente com barulho, mas com densidade política. Ulisses não é um quadro qualquer — foi prefeito de uma das principais cidades do estado e integra o núcleo político do governo. Sua adesão carrega peso simbólico e estratégico.
Mais do que isso: ela reforça uma percepção que começa a se consolidar nos bastidores. Guto vem trabalhando — e bem — longe dos holofotes. Costurando apoios, dialogando com lideranças e, principalmente, resistindo ao movimento precoce de fritura que tentava colocá-lo fora do jogo.
Porque vale lembrar: semanas atrás, a narrativa dominante era outra. Dava como praticamente encerrada a disputa interna, com Guto fora do páreo para ser o escolhido do governador Ratinho Junior. Hoje, os fatos começam a desmontar essa tese.
As adesões recentes funcionam como recados claros dentro do grupo. Mostram que há espaço, articulação e, sobretudo, competitividade. Ninguém embarca em candidatura inviável — ainda mais nomes com trajetória própria.
No fim das contas, o que muda não é apenas o tamanho da campanha, mas a percepção sobre ela. Guto deixa de ser tratado como opção descartável e passa a ocupar, novamente, posição relevante no tabuleiro.
E, em política, muitas vezes é isso que define o jogo: não quem aparece mais, mas quem cresce quando parecia já ter sido descartado.










