Funcionários decidem voltar ao trabalho, mas mantêm estado de greve enquanto fiscalizam cumprimento de acordos

Após três dias de parada, o Sindicato dos Ferroviários encerra a greve na CPTM diante de proposta do Governo de SP, que promete manter emprego e avançar em garantias trabalhistas.
A greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi oficialmente encerrada na tarde desta quarta-feira (6), após decisão tomada em assembleia do Sindicato dos Ferroviários, que representa a categoria. A paralisação, iniciada à meia-noite de terça-feira (4), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, prejudicando cerca de um milhão de passageiros diários.
Pressão e acordo parcial
Com 131 votos a favor da retomada do trabalho contra 26 pela continuidade da greve, o sindicato aceitou a proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), após negociações com o Governo de São Paulo. O acordo prevê avanços nas garantias trabalhistas e a manutenção dos empregos durante o processo de concessão das linhas à iniciativa privada.
Apesar do fim da paralisação, os ferroviários decidiram manter o estado de greve, acompanhando de perto o cumprimento dos compromissos firmados e sinalizando que poderão adotar novas medidas caso os acordos não sejam respeitados.
Governo reafirma compromisso e critica sindicalismo radical
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou que haverá demissões na transição da concessão, afirmando que o Estado investe fortemente na modernização do sistema e mantém garantias aos trabalhadores. Ao mesmo tempo, criticou o sindicato, acusando-o de agir sob influência de grupos extremistas e de ignorar o prejuízo diário a milhares de passageiros.
“Reafirmamos o compromisso com a manutenção do emprego, mas vemos a captura dos sindicatos por grupos de extrema esquerda, que desrespeitam o cidadão”, declarou Tarcísio.
Impactos e desdobramentos
Durante a greve, a operação das linhas foi parcial, com apenas 67% do efetivo em atividade, abaixo do mínimo estipulado pelo TRT. A Linha 13-Jade operou em velocidade reduzida, ampliando o caos para o sistema de transporte público.
Com a retomada dos serviços, a expectativa é que o sistema volte à normalidade, mas a tensão entre governo e sindicato permanece, evidenciando o desgaste político e a disputa por narrativas que cercam a concessão das linhas metropolitanas.








