Ministério da Justiça destaca ações e cooperação internacional contra o crime organizado

O governo brasileiro respondeu às críticas dos EUA que acusaram falhas no combate às facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério da Justiça destaca medidas legislativas, operações policiais e cooperação bilateral.
O Ministério da Justiça do Brasil divulgou na noite de 16 de setembro uma resposta oficial às declarações do governo dos Estados Unidos, que haviam apontado supostas falhas no combate às facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Na avaliação norte-americana, o Brasil teria falhado no enfrentamento a essas organizações terroristas designadas, permitindo que o país se tornasse um centro de distribuição de cocaína.
Em nota, o governo brasileiro negou quaisquer falhas ou omissões, destacando que o Brasil não foi incluído na lista formal dos países classificados pelos EUA como principais rotas de trânsito ou produção ilícita de drogas. A manifestação dos EUA, segundo o governo, tratou-se de uma alusão circunstancial sem respaldo legal na legislação norte-americana.
O texto ressaltou a aprovação da Lei Antifação em março de 2026 – que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos para dificultar suas operações –, além das dezenas de milhares de operações policiais federais realizadas, que causaram bilhões de reais em prejuízos às organizações criminosas.
Também foi destacado o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio de 2026, que visa sufocar economicamente as facções, fortalecer o sistema prisional, qualificar investigações de homicídios e enfrentar o tráfico de armas. O Ministério da Justiça reafirmou que o combate ao crime organizado é prioridade do governo e envolve ações contínuas de inteligência, investigação, integração das forças de segurança e cooperação internacional.
A nota mencionou ainda a proposta entregue pelo presidente Lula ao governo americano em maio de 2026, que detalha medidas conjuntas para enfrentar lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas, aguardando resposta dos EUA para avançar na cooperação bilateral.
O governo brasileiro concluiu afirmando que seguirá atuando soberanamente e coordenadamente no enfrentamento às organizações criminosas, com estratégias integradas e cooperação contínua para garantir a segurança da população.
Fonte: gazetadopovo.com.br










