Pedido ao STF envolve uso de símbolos da Independência em campanha

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF o arquivamento de um inquérito que investiga Jair Bolsonaro por uso indevido de símbolos públicos.
No dia 6 de outubro de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF o arquivamento de um inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente usar símbolos e recursos públicos do Bicentenário da Independência, em 2022, para promover sua campanha à reeleição. O processo foi inicialmente aberto na Justiça Eleitoral, mas teve a competência transferida para o Supremo Tribunal Federal (STF) por envolver autoridades com foro privilegiado. Gonet argumentou que os fatos narrados no inquérito já estão abrangidos pela investigação sobre a tentativa de golpe.
Contexto da investigação
Segundo Gonet, os episódios relacionados aos eventos de 7 de Setembro, especialmente em Brasília e no Rio de Janeiro, fazem parte das ações antidemocráticas já denunciadas na ação penal da tentativa de golpe. Essa ação resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. A denúncia original apontava que Bolsonaro discursou em eventos oficiais com apoio político, reforçando sua candidatura à reeleição e utilizando símbolos da República e a estrutura do Estado.
Detalhes da petição
A representação que originou a petição também afirmava que ele teria misturado solenidades cívicas com atos de campanha — inclusive ao subir em trio elétrico e discursar ao lado de apoiadores com slogans eleitorais para beneficiar sua chapa. A solicitação de arquivamento de Gonet será analisada pelo relator do caso, ministro André Mendonça.
Implicações políticas
Esse pedido de arquivamento reflete o clima político atual e as tensões em torno do ex-presidente e suas atividades após o término de seu mandato. A análise do STF poderá impactar não apenas a situação de Bolsonaro, mas também a percepção pública sobre as ações das autoridades e a condução do processo eleitoral no Brasil.










