O deputado federal General Girão (PL-RN) reacendeu a discussão sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, defendendo enfaticamente a concessão de anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados. Em declarações recentes, o parlamentar argumentou que os manifestantes não cometeram crimes e foram, na verdade, vítimas de uma “armadilha”.
Girão expressou suas opiniões durante uma entrevista à rádio Clube nesta segunda-feira (13), onde afirmou: “Nós somos, sim, a favor da anistia ampla, geral e restrita, porque os condenados de 8 de janeiro, todos os que foram envolvidos, caíram numa armadilha. Foi uma armadilha construída para eles”. O deputado, no entanto, não especificou a natureza da suposta “armadilha”.
Em desacordo com as condenações, o deputado também se posicionou contra o Projeto de Lei da Dosimetria, que visa atenuar as penas dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Girão argumenta que a anistia total seria a solução mais justa. “Eu não sou a favor da dosimetria, da redução das penas. Eu sou a favor da anistia. Para todos”, declarou.
Para o deputado, os atos de 8 de janeiro não configuraram crime, mas sim uma “baderna”, comparando-os a manifestações anteriores promovidas por grupos sem-terra. “Ali não houve crime, houve uma baderna. E badernas anteriores aconteceram, provocadas pela parte radical e raivosa do movimento dos sem-terra, e que são sempre os mesmos, que também estavam presentes lá”, concluiu Girão.
A defesa da anistia por Girão surge em meio ao debate contínuo sobre a responsabilidade e punição dos envolvidos nos atos de vandalismo que marcaram o 8 de janeiro, polarizando opiniões no cenário político nacional.
Fonte: http://agorarn.com.br










