O mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul apresentou sinais de arrefecimento em outubro, com a criação de 880 vagas formais, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Este resultado, fruto de 34.640 contratações contra 33.760 desligamentos, representa o menor saldo mensal do ano, indicando uma desaceleração em relação ao ritmo observado desde julho. A análise revela um cenário de cautela no setor, com admissões e demissões mostrando tendências divergentes.
De acordo com o levantamento, houve uma queda de 0,39% nas admissões em comparação com setembro, enquanto as demissões registraram um aumento de 1,08%. “Os dados revelaram diminuição no ritmo de novas vagas, aliada à estabilidade nas dispensas, o que reduziu o crescimento do emprego no Estado”, aponta o relatório. Essa combinação de fatores resultou em um crescimento mais tímido do emprego no estado.
O comércio se destacou como o principal motor da criação de empregos em outubro, gerando um saldo positivo de 432 vagas. A construção civil também contribuiu significativamente, com 412 novos postos de trabalho, seguida pela indústria, que criou 203 oportunidades. Em contraste, o setor de serviços apresentou um saldo negativo de 95 vagas, enquanto a agropecuária encerrou o mês com uma redução de 72 trabalhadores.
No acumulado de janeiro a outubro, Mato Grosso do Sul contabilizou 367.445 admissões e 335.625 demissões, resultando em um saldo positivo de 31.820 vagas. Esse desempenho mantém o saldo positivo no período, evidenciando a resiliência do mercado de trabalho sul-mato-grossense, apesar da desaceleração observada em outubro. O setor comercial também manteve o maior número de admissões no ano.
Em âmbito nacional, o Brasil registrou a criação de 85,1 mil vagas formais em outubro, um resultado 35% inferior ao do mesmo mês em 2024. Esse desempenho representou o pior mês de outubro desde o início do novo Caged, em 2020, indicando um cenário de desafios para a geração de empregos em todo o país.










