Comitiva de Lula inclui mais de 110 integrantes e gera despesas significativas

A delegação do Brasil na ONU teve mais de 110 integrantes e despesas que ultrapassam R$ 4,3 milhões, com ênfase em hospedagens e veículos.
Gastos da delegação brasileira na ONU
A delegação do Brasil na 80ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, que ocorreu no dia 24 de setembro de 2025, contou com mais de 110 integrantes do governo Lula (PT) e de órgãos como bancos públicos, gerando despesas que já somam R$ 4,31 milhões. Os gastos incluem R$ 2,8 milhões em hospedagem e R$ 1,5 milhão com transporte. O Itamaraty afirmou que essas despesas ainda estão em execução e serão divulgadas no Portal da Transparência.
Composição da comitiva
Os dados disponíveis até a última quarta-feira (24) revelam que a participação de Lula na Assembleia-Geral foi marcada por um encontro breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou ter percebido “uma excelente química” entre eles. O governo ainda não formalizou a lista de integrantes da comitiva de 2025 no Diário Oficial da União, mas já considera nomes como os da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
Comparativo com anos anteriores
Em 2024, o governo enviou ao menos 161 pessoas aos EUA, incluindo oito ministros, e as despesas totais alcançaram R$ 8 milhões. Com base nos dados do Portal da Transparência, não é possível comparar o tamanho das comitivas de 2024 e 2025, pois parte das informações pode levar meses para ser registrada. Além disso, alguns nomes, como os de membros das equipes médica e de segurança de Lula, não são publicados no Diário Oficial.
Implicações e contexto
O Itamaraty é responsável pelos custos de hospedagem e serviços da comitiva presidencial. O presidente Lula, em seu discurso na Assembleia, defendeu a democracia brasileira e criticou a inação das grandes economias do mundo frente a crises humanitárias, como o genocídio na Faixa de Gaza. Lula enfatizou que “o autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades”, ressaltando a importância da defesa das instituições e das liberdades.
Essa participação na ONU e os custos associados refletem a estratégia do governo brasileiro em se posicionar como um protagonista nas discussões internacionais, especialmente em um ambiente de crescente polarização política e social.










