Operação da Polícia Civil paulista foi frustrada pela força do crime organizado

Relatório revela que a Polícia Civil paulista hesitou em cumprir mandados de prisão devido à força do CV no Rio.
Fuzis e barricadas do CV no Rio
Barricadas de concreto e homens fortemente armados no Complexo da Penha, reduto do CV (Comando Vermelho) na zona norte do Rio de Janeiro, foram os principais motivos que dissuadiram a Polícia Civil paulista de tentar cumprir os mandados de prisão contra dois dos principais acusados de participar do assassinato do delator Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, ocorrido há um ano. Gritzbach foi alvo de tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Suspeitos e resistência policial
Emílio Carlos Gongorra Castilho —o Cigarreira— e Kauê do Amaral Coelho, identificados como mandante e olheiro do crime, estavam na região da Penha até janeiro deste ano. Segundo um relatório de inteligência da polícia, seria necessário um efetivo de cerca de 700 policiais para realizar a ação, devido às barreiras de segurança. O documento também revela que Kauê chegou a ser filmado por um drone da polícia, enquanto estava em um imóvel no complexo.
O impacto da operação no Complexo da Penha
Na semana anterior, uma operação policial no mesmo local resultou em 121 mortos, tornando-se a mais letal da história do Brasil. Apesar do monitoramento, Cigarreira e Kauê não foram encontrados, e há indícios de que as informações sobre a operação vazaram. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa) investiga a possibilidade de que os suspeitos tenham deixado o país.
Conexões com o tráfico
Cigarreira, conforme apontado no relatório policial, tem ligações com o CV e seria responsável pelo tráfico entre São Paulo e Rio de Janeiro. Gritzbach, por sua vez, era suspeito de ter envolvimento em diversos crimes, incluindo a morte de um outro traficante, e estava sob a mira do tribunal do crime, o que motivou sua execução. A investigação continua em andamento, com a polícia buscando informações sobre o paradeiro de outros envolvidos no caso.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










