Ministro do STF compara penas do Mensalão com as atuais

Ministro Luiz Fux critica penas do Mensalão e compara ao caso envolvendo Jair Bolsonaro.
O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), relembrou o Mensalão durante seu voto em um julgamento crucial que pode levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Fux descreveu as penas aplicadas no Mensalão como “irrisórias” em relação à “grandeza daquele ato” que ameaçou a democracia. Ele afirmou que a caracterização de uma organização criminosa teria sido decisiva para a derrubada dos embargos infringentes da Ação Penal 470, mas isso não ocorreu.
Comparação com a trama golpista de 2022
O Mensalão, um escândalo político que ocorreu há 20 anos, envolveu a compra de apoio político. Agora, o STF analisa uma ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado em 2022, onde Jair Bolsonaro é um dos réus, enfrentando acusações graves como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O julgamento, que começou nesta quarta-feira (10), é esperado para durar até sexta-feira (12).
O papel de Fux e a divergência com Moraes
Fux, que faz parte da maioria que acolhe os pedidos de defesa, diverge do relator Alexandre de Moraes, que votou pela condenação de Bolsonaro e outros réus. Moraes argumentou que Bolsonaro liderou o grupo que tramou o golpe, acompanhado de figuras políticas significativas como ex-ministros e um almirante que comandou a Marinha.
Expectativas para o julgamento
O voto de Moraes foi extenso, com quase 70 slides e uma argumentação organizada em 13 pontos. Com a votação começando com 2 votos a favor da condenação, a decisão final depende de mais um voto. O julgamento segue com sessões programadas até sexta-feira, onde outros ministros, como Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, ainda devem votar.










