Keiko Fujimori empossa gabinete que sinaliza ruptura diplomática e foco em segurança e economia

Keiko Fujimori toma posse no Peru com um gabinete que inclui nomes fortes e críticos da influência chinesa, prometendo firmeza contra a corrupção e foco em segurança e recuperação econômica.
Keiko Fujimori oficializou seu governo no Peru nesta terça-feira, 28 de julho, com um gabinete que já sinaliza tensão na diplomacia e um foco claro em ordem interna e desenvolvimento econômico. Entre os nomes anunciados na véspera do juramento, destaca-se Carlos Espá para o Ministério das Relações Exteriores, um diplomata e ex-candidato presidencial com histórico crítico à influência chinesa no país.
O primeiro-ministro será Luis Galarreta, figura próxima à presidente eleita e conhecida por seu perfil firme e leal. Galarreta promete implementar em 100 dias medidas concretas para combater a criminalidade crescente, impulsionar a economia e gerar empregos, buscando dar resposta rápida às demandas sociais.
Na Economia, Elmer Cuba, ex-diretor do Banco Central e conselheiro econômico, assume a tarefa de estabilizar e retomar o crescimento, contando com experiência em setores estratégicos como mineração e petróleo.
Carlos Espá, que trabalhou por mais de uma década na embaixada dos Estados Unidos e tem visão crítica da China, defende uma relação comercial pragmática, rejeitando alianças políticas ou afetivas. Ele alerta para a influência corruptora chinesa, especialmente diante da fragilidade institucional do Peru, e denuncia monopólios chineses em setores essenciais como a distribuição de energia.
Essa postura contrasta com o discurso oficial chinês, que celebra a posse de Fujimori e reforça a parceria estratégica, enviando alto representante para a cerimônia. A China é o principal parceiro comercial peruano e mantém grandes investimentos na região, especialmente na mineração e infraestrutura portuária.
Com o novo gabinete, Fujimori sinaliza um governo de ações firmes e pragmatismo político, mas que inevitavelmente deve ampliar os atritos diplomáticos com a China enquanto busca recuperar a economia e a segurança interna, dois temas sensíveis para o país após recentes instabilidades políticas e investigações de corrupção envolvendo antigos presidentes.









