Um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Campo Grande foi afastado de suas funções sob suspeita de participação em um esquema fraudulento de desbloqueio de benefícios previdenciários, facilitando a concessão irregular de empréstimos consignados. A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na sexta-feira (5), cumprindo mandados de busca e apreensão contra o servidor e outros indivíduos envolvidos.
As investigações apontam que o servidor utilizava sua senha e matrícula para liberar indevidamente milhares de benefícios, permitindo a contratação de empréstimos que, somados, podem ultrapassar a marca de R$ 33 milhões. A ação da PF, batizada de Operação Desbloqueio, visa coletar provas que confirmem a participação do servidor no esquema.
Paralelamente à Operação Desbloqueio, a PF também deflagrou a Operação Vantagem Indevida, cumprindo quatro mandados de busca em Campo Grande, Dourados e Miranda. O objetivo desta segunda operação é investigar indivíduos suspeitos de oferecer propina ao servidor em troca da liberação dos benefícios.
De acordo com fontes da Polícia Federal, o esquema foi descoberto pelo Núcleo de Inteligência do INSS em Mato Grosso do Sul, que iniciou as investigações em junho de 2025. As apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos cofres públicos e aos beneficiários do INSS.
“Estamos trabalhando para identificar todos os elos dessa organização criminosa e garantir que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou um dos investigadores envolvidos no caso. A operação demonstra o compromisso da Polícia Federal e do INSS no combate à corrupção e na defesa dos direitos dos segurados.










