Decisão ocorre durante a Assembleia Geral da ONU em meio a tensões internacionais
França anuncia reconhecimento oficial da Palestina na Assembleia Geral da ONU, desafiando EUA e Israel.
A 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta segunda-feira (22) em Nova Iorque, sob o peso de crises simultâneas, como a guerra na Ucrânia e o impasse no Oriente Médio. O primeiro dia já foi marcado por um gesto de grande impacto político: a França anunciou que fará o reconhecimento oficial do Estado da Palestina, numa decisão que confronta diretamente a posição de Israel e dos Estados Unidos.
O apoio global ao reconhecimento
O movimento francês ocorre em conjunto com países como Arábia Saudita, Bélgica, Luxemburgo, Malta, Andorra e San Marino. Já são mais de 145 dos 193 membros da ONU a reconhecerem a Palestina como Estado. A Argélia, primeira a tomar essa decisão em 1988, abriu caminho para a adesão de países africanos e do Leste Europeu. Enquanto isso, Israel e EUA mantêm firme oposição ao reconhecimento, com Berlim e Roma também descartando a iniciativa no curto prazo.
Consequências políticas e militares
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reafirmou que “nunca haverá um Estado palestino” e ameaçou ampliar a colonização da Cisjordânia em resposta a essa decisão. Washington indicou que poderá adotar medidas de retaliação diplomática contra Paris e outros governos europeus que aderirem ao movimento. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o risco de retaliação não deve travar essa decisão, considerando as políticas israelenses como uma “anexação insidiosa”.
A voz da Autoridade Palestina
Impedido de viajar a Nova Iorque após não receber visto, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursará por videoconferência, chamando os reconhecimentos de “um passo essencial para uma paz justa e duradoura”. A expectativa agora se volta para a terça-feira, quando o presidente americano, Donald Trump, subirá à tribuna. Netanyahu também está programado para falar na sexta-feira, defendendo a estratégia militar israelense quase dois anos após o ataque do Hamas, que deixou mais de 1,2 mil mortos em Israel.
Notícia feita com informações do portal: www.infomoney.com.br










