Fogo amigo

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro esbarrou no primeiro ruído relevante — e ele veio do próprio núcleo familiar. Ao comentar a atuação de Eduardo Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia foi cirúrgico: “Calado, vai ajudar muito mais o irmão do que abrindo a boca para falar asneira.”

Foto: Folhapress

A crítica surge após Eduardo cobrar publicamente Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira por maior engajamento na construção da candidatura do senador. A resposta veio rápida. Nikolas negou qualquer “amnésia”, relativizou a divergência e preferiu mirar no discurso de unidade, ainda que o estrago já estivesse feito.

Nos bastidores, a fala de Malafaia escancara o incômodo de aliados com a postura do ex-deputado, hoje nos Estados Unidos e politicamente enfraquecido após perder o mandato por faltas reiteradas. Distante do front e sem mandato, Eduardo passou a produzir mais ruído do que mobilização.

Para Flávio, que tenta vender a imagem de coesão e amplitude, o episódio funciona como alerta precoce: a maior ameaça à narrativa de unidade pode não estar na oposição — mas dentro do próprio sobrenome.