Senador mira legado histórico e promete indicar ministros conservadores ao STF

Flávio Bolsonaro declara que pretende ser 'presidente de transição' para atravessar crise política, critica duramente o STF e promete nomear ministros conservadores ao Supremo.
Em almoço com empresários paulistanos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou sua ambição de entrar para a história como “presidente de transição”, posição que justificou como necessária para “atravessar o mar revolto” que o Brasil enfrenta atualmente. Ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Flávio aproveitou para posicionar sua campanha presidencial, reforçando o legado do ministro da Infraestrutura e atual governador paulista.
Flávio enfatizou sua trajetória política de 24 anos, desde deputado estadual até senador, como preparação para ocupar o Palácio do Planalto. A fala revela uma tentativa de consolidar sua imagem como liderança capaz de promover estabilidade num cenário político atribulado.
Durante o evento, o senador não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal, afirmando sentir “nojo” diante do que chamou de impunidade e desgaste institucional da Corte. Com discurso alinhado à direita conservadora, prometeu indicar “homens e mulheres” ao STF que sejam contrários ao aborto e às drogas, mirando as futuras indicações ao tribunal que o próximo presidente terá a prerrogativa de fazer.
Flávio também reconheceu que faltou um Senado Federal mais forte durante o governo do seu pai, Jair Bolsonaro, sinalizando uma autocrítica estratégica para diferenciar seu projeto político. A reunião, realizada na Mooca, zona leste de São Paulo, contou ainda com visitas a locais populares, como o mercado municipal de São Mateus e uma escolinha de futebol, reforçando seu contato com a base popular.
Embate direto com o STF
A crítica dura ao Supremo reforça o discurso antiestablishment que Flávio tenta capitalizar, tentando converter o desgaste da Corte em capital político.
Aliança sólida com Tarcísio e Nunes
A presença do governador e do prefeito paulistano confirma articulações importantes para a campanha, unindo forças em um eixo conservador e liberal.
Proposta de transição para estabilizar o país
Ao se colocar como “presidente de transição”, Flávio reconhece o momento crítico e aposta em uma narrativa de pacificação e estabilidade, ainda que temporária, para angariar apoio.









