Senador afirma que tratamento de Jair Bolsonaro é mais severo que o de criminosos comuns

Flávio Bolsonaro critica as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, comparando-as a tratamento recebido por traficantes.
Flávio Bolsonaro critica as condições de prisão do pai, Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na sede da Polícia Federal em Brasília. Ele afirmou que a situação imposta ao pai é mais dura do que a enfrentada por “traficantes e integrantes de facções criminosas”.
Flávio declarou em entrevista ao Flow Podcast que a família tem acesso restrito a informações sobre a rotina do ex-presidente. “A gente não tem muita informação em tempo real. O tratamento que é dado a ele não se dá nem a traficantes e integrantes de facção criminosa”, disse o senador.
Ele também revelou que Jair se recusa a comer a comida fornecida pela prisão, e que o irmão da ex-primeira-dama, Carlos Eduardo Antunes, é quem leva as refeições para o ex-presidente. Além disso, o senador acrescentou que só é autorizado a visitar o pai uma vez por semana, por um período máximo de 30 minutos.
Flávio mencionou a desconfiança do pai em relação à comida e bebida oferecidas na prisão. “Ele se recusa a consumir qualquer coisa fornecida lá dentro, não por causa dos policiais, mas por desconfiança da origem disso”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal após sua condenação por tentativa de golpe, que foi confirmada pelo STF. Ele foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão e teve sua prisão preventiva decretada em 22 de novembro, após violar regras da prisão domiciliar ao danificar sua tornozeleira eletrônica.
A convocação de uma vigília, feita por Flávio, foi utilizada como argumento para a decisão judicial. O ministro Alexandre de Moraes considerou essa convocação como uma tentativa de tumultuar a fiscalização e facilitar uma possível fuga.
Flávio também revelou que soube da prisão do pai por meio de ligações de advogados e familiares. Ele insinuou que a decisão já estava tomada antes da vigília, afirmando que “a sentença estava pronta no dia anterior” e que a fundamentação da prisão foi a vigília.
Além de criticar a decisão do STF, Flávio alterna entre acenos ao núcleo radical da base bolsonarista e declarações que visam moderar o impacto político da prisão. Ele defende a aprovação de uma anistia aos condenados pelos atos golpistas e tenta se descolar da responsabilidade jurídica pelo episódio da vigília.
O senador, que se tornou o porta-voz mais ativo da família, continua a criticar a prisão do pai e alega que o Judiciário está em uma “perseguição política” ao ex-presidente. Com suas manifestações, Flávio busca reorganizar o discurso da direita e chamar atenção para as injustiças que acredita que seu pai está enfrentando.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Senador Flávio Bolsonaro em entrevista ao Flow Podcast










