Entidade pede que parte do financiamento chegue diretamente aos produtores rurais

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil pede que financiamento climático internacional chegue aos agricultores e critica exigências de acesso aos recursos.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) propôs a destinação de parte do financiamento climático internacional para o agronegócio, durante a COP30 que ocorrerá em novembro em Belém. Muni Lourenço, presidente da comissão de meio ambiente da CNA, afirmou que a agricultura tropical pode ser uma oportunidade de custo-efetividade para projetos com recursos climáticos. No entanto, críticas surgiram sobre essa necessidade, apontando que o foco deve ser nos países mais pobres.
Críticas à exigência de acesso aos recursos
Marta Salomon, especialista em políticas climáticas, destacou que o financiamento não deve ser direcionado aos produtores rurais brasileiros, mas sim para a adaptação em países em desenvolvimento. Em 2024, as nações na COP29 concordaram em mobilizar US$ 300 bilhões anuais, visando um total de US$ 1,3 trilhão. A CNA, por sua vez, defendeu que os recursos devem chegar diretamente aos agricultores, evitando que fiquem retidos em ministérios ou ONGs.
O papel do agronegócio na crise climática
O documento da CNA enfatiza que o agronegócio pode oferecer soluções para a crise climática, mas também ressalta a vulnerabilidade do setor diante das mudanças climáticas. Em 2023, a agropecuária brasileira emitiu 631 milhões de toneladas de CO2 equivalente, representando 27,5% das emissões totais do país. A entidade pediu que a agropecuária seja reconhecida como geradora de créditos de carbono, mesmo diante das críticas sobre suas emissões.
Conclusão
Em meio a debates sobre financiamento e sustentabilidade, a CNA busca assegurar que os agricultores tenham acesso direto aos recursos climáticos, destacando a importância de sua participação no combate às mudanças climáticas. O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) também defendeu a presença do agronegócio nas discussões da COP30, ressaltando a necessidade de uma voz forte para o setor.










