O Dia de Finados, marcado pela saudade e homenagens, traz à tona a dor das famílias roraimenses que perderam entes queridos em acidentes de trânsito. Histórias de vidas interrompidas precocemente se entrelaçam com estatísticas alarmantes, revelando a urgência de medidas para tornar o trânsito mais seguro em Roraima. Este ano, a data ganha um significado ainda mais profundo, ressaltando a importância da memória e da luta por justiça.
Dulcilene Silva dos Santos, uma mãe de 40 anos, teve sua vida ceifada em agosto de 2023 quando a motocicleta que conduzia foi atingida por um semirreboque. A tragédia deixou três filhos órfãos e uma família em luto. Sua irmã, Joicirene Santos, assumiu a guarda das crianças e compartilha a dor da perda, especialmente o impacto emocional nos filhos de Dulcilene.
“A dor continua intensa, ainda me emociono ao falar dela”, desabafa Joicirene. A Justiça condenou o responsável pelo acidente a pagar uma indenização à família, mas nenhuma quantia poderá suprir a ausência de Dulcilene. O caso serve como um doloroso lembrete da negligência que muitas vezes está por trás dos acidentes de trânsito.
Assim como a família de Dulcilene, muitas outras em Roraima enfrentam a dor da perda. Segundo dados do Detran, 472 pessoas morreram nas rodovias do estado nos últimos quatro anos. Entre as vítimas, está Wesley de Souza Sampaio, de 31 anos, que faleceu após um grave acidente em outubro. Sua amiga, Mayrla Soares, o descreve como “um cara muito extrovertido, amigo para todas as horas”.
Os números do Detran revelam um aumento preocupante de 30,7% nos óbitos nos primeiros nove meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2024. As vias urbanas de Boa Vista e as rodovias federais lideram o ranking de locais com maior número de acidentes fatais. Diante desse cenário, o Dia de Finados se torna um momento crucial para lembrar as vítimas, apoiar suas famílias e cobrar ações efetivas para reduzir a violência no trânsito em Roraima.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










