À medida que se aproxima o término do contrato emergencial entre a Prefeitura de Palmas e a Sancetur (Santa Cecília Turismo), os usuários do transporte público da capital tocantinense voltam a enfrentar dificuldades. Superlotação, atrasos e pontos de ônibus precários são as principais queixas relatadas pelos passageiros, que veem o serviço deteriorar-se apesar das promessas de melhorias.
A concessão, firmada em abril deste ano com um investimento de R$ 196,2 milhões, previa a renovação da frota e a regularização das operações. No entanto, a realidade enfrentada pelos moradores diverge do esperado. “O cenário continua preocupante”, afirma um usuário frequente do transporte público.
Embora a frota atual conte com ônibus novos, equipados com ar-condicionado, Wi-Fi e câmeras de segurança, a sobrecarga nos horários de pico e a falta de infraestrutura adequada nas paradas comprometem a experiência dos passageiros. A ausência de coberturas, bebedouros e assentos nos pontos de ônibus prejudica principalmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A situação se agrava com a falta de motoristas para operar a frota completa e a recente retirada de 30 ônibus para revisão em São Paulo, a quase 1,8 mil km de Palmas. A prefeitura informou que a Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP) está intensificando o monitoramento e cobrando melhorias, especialmente na região sul da cidade.
O município informou ainda que o edital para a nova licitação do transporte coletivo, com concessão de 20 anos e uma frota estimada de 180 ônibus, deve ser publicado em breve. A expectativa é que a nova licitação atenda às necessidades de aproximadamente 323 mil habitantes da capital.
Fonte: http://soudepalmas.com.br










