A Polícia Civil do Tocantins, através da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Vulneráveis (DAV), concluiu a investigação sobre um caso chocante de apropriação indébita contra uma idosa de 78 anos, residente em Palmas. A filha da vítima, uma mulher de 55 anos, foi indiciada sob suspeita de contratar um empréstimo consignado de R$ 8 mil em nome da mãe, sem o consentimento ou conhecimento da família. O caso agora segue para análise do Ministério Público.
As investigações revelaram que a suspeita residiu com a mãe por cerca de oito meses, período em que teria utilizado o nome da idosa para obter o empréstimo. A fraude veio à tona quando outros filhos da vítima notaram descontos irregulares no benefício previdenciário da mãe e denunciaram o caso às autoridades. A idosa confirmou o desconhecimento total da transação financeira.
Durante os depoimentos, a filha apresentou versões conflitantes sobre o destino do dinheiro, alegando gastos com reforma, compra de móveis e despesas familiares. Contudo, a suspeita não apresentou qualquer documentação que comprovasse suas alegações. A falta de consistência em seu depoimento levantou ainda mais suspeitas sobre suas intenções.
De acordo com o delegado José Lucas Melo, responsável pela investigação, a conduta da filha configura crime previsto no Estatuto do Idoso, especificamente a apropriação indevida de bens ou rendimentos de pessoa idosa. “Quem administra ou movimenta valores, bens e rendimentos de pessoas idosas tem o dever legal de prestar contas, sob pena de responsabilização criminal”, enfatizou o delegado. A pena para este tipo de crime varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Com o indiciamento formalizado, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que agora analisará as evidências e decidirá se oferecerá denúncia ao Poder Judiciário. A decisão do MP será crucial para o desenrolar do caso e para a possível responsabilização da suspeita.
Fonte: http://soudepalmas.com.br










