Festival Ginga Niterói Celebra a Cultura Afro-Brasileira e Emoção em Três Dias de Imersão na Capoeira

Niterói se tornou palco de um vibrante encontro de história, resistência e celebração durante a realização do 2º Festival Ginga Niterói, entre os dias 1º e 3 de agosto. O evento reuniu capoeiristas, mestres e famílias em uma programação intensa que se dividiu entre o Rio de Janeiro e Niterói, fortalecendo os laços da cultura afro-brasileira.

A abertura do festival, realizada no Instituto Pretos Novos, na Pequena África (RJ), promoveu uma profunda reflexão sobre a ancestralidade negra e a importância da capoeira como legado vivo. O evento também marcou o lançamento de duas obras literárias relevantes para a área: “Da Navalha ao Berimbau”, do Mestre Columá, e “Bimba, um século da capoeira regional”, do Mestre Nenel, filho do renomado Mestre Bimba.

Em Piratininga, Niterói, o festival continuou no Centro Ecocultural Sueli Pontes, onde a natureza e a energia acolhedora proporcionaram um ambiente propício para o aprendizado e a troca de experiências. Pela manhã, um curso prático de capoeira regional, ministrado por Mestre Nenel, Mestra Preguiça e Professor Simba, diretamente da Escola de Capoeira Filhos de Bimba, em Salvador, atraiu capoeiristas de diversas cidades do Rio de Janeiro e de outros estados.

O festival também proporcionou um espaço para o aprofundamento do conhecimento sobre a capoeira regional, com uma palestra ministrada por Mestre Nenel sobre seus fundamentos e musicalidade. O encerramento do dia foi marcado por uma roda de capoeira que uniu diferentes gerações em um momento de celebração e confraternização.

No domingo, Dia do Capoeirista, o encerramento do festival foi marcado por homenagens e reconhecimento. Os Jogos Escolares de Capoeira animaram a manhã, antecedendo a Cerimônia de Reconhecimento da Corda Vermelha, o ponto alto do evento. Os mestres Sil, Dente e Naldo foram homenageados por suas trajetórias dedicadas à capoeira, recebendo a honraria das mãos do Mestre Nagô. Segundo Mestre Dente, o festival foi “idealizado para o diálogo [entre] todas as capoeiras e escolas de Capoeira”, reafirmando o poder da capoeira como ferramenta de transformação e resistência cultural.

Fonte: http://odia.ig.com.br