Moradores relatam ruas transformadas em banheiros a céu aberto durante blocos de Carnaval em 2026

A falta de banheiros químicos no Carnaval 2026 em São Paulo gera reclamações e caos em áreas com blocos.
Confira a situação da falta de banheiros químicos nos blocos do Carnaval em São Paulo
Durante o Carnaval de 2026, a falta de banheiros químicos tem causado transtornos significativos em bairros da capital paulista onde se concentram blocos de rua. Moradores e comerciantes da Santa Cecília, Barra Funda e Perdizes relatam que as ruas viraram banheiros a céu aberto devido à insuficiente estrutura sanitária fornecida pela Prefeitura.
Santa Cecília: Rua Fortunato – ausência de banheiros químicos em dias de bloco
Barra Funda: Ruas Lavradio e Camaragibe – poucos banheiros disponíveis, relatos de urina e fezes nas vias públicas
- Perdizes: Rua Ministro Ferreira Alves e travessa Fernando Fernandieri – banheiros químicos apenas nas vias adjacentes, superlotação de banheiros em bares e restaurantes
Impactos da falta de banheiros químicos na qualidade de vida e comércio local
A falta de banheiros químicos tem levado a um cenário caótico, prejudicando moradores e estabelecimentos. Bianca Perioto, proprietária de empresa na Santa Cecília, destaca que as ruas ficam fechadas durante os blocos, dificultando o acesso e causando transtornos para o funcionamento do negócio 24 horas. Além disso, o mau cheiro e a sujeira provocados pela urina e fezes nas calçadas incomodam moradores e colaboradores.
Na Barra Funda, a situação é semelhante, com relatos de pessoas urinando em paredes e praças, afetando a convivência comunitária. O zelador Everaldo Oliveira testemunhou o aumento do lixo nas ruas sem recolhimento adequado, agravando os problemas de higiene.
Avaliação da Prefeitura sobre a estrutura de banheiros químicos no Carnaval 2026
A gestão do prefeito Ricardo Nunes afirma ter aumentado a infraestrutura para o Carnaval deste ano, com previsão de 16 mil diárias de banheiros químicos. Segundo a Prefeitura, esse número foi definido após avaliações detalhadas feitas bloco a bloco pela SPTuris, empresa responsável pela organização do evento. A administração municipal diz que pode ampliar a oferta conforme a demanda.
Apesar disso, moradores e comerciantes afirmam que a estrutura não tem sido suficiente, com dias em que não havia banheiros químicos ou havia apenas dois disponíveis em determinados pontos. Essa insuficiência tem levado foliões a utilizar banheiros de bares e restaurantes, que acabam superlotados.
Repercussões e investigações sobre a organização do Carnaval de São Paulo
Após episódios de tumulto causados pelo encontro de megablocos, a Prefeitura teve que implementar medidas de controle e proibir o acesso a certas regiões para garantir a segurança. O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para avaliar a organização, planejamento e fiscalização do uso das áreas públicas durante a festa.
As reclamações relacionadas à falta de banheiros químicos somam-se às preocupações com a segurança e limpeza, apontando para a necessidade de melhorias para garantir uma experiência mais segura, higiênica e organizada para foliões, moradores e comerciantes nas próximas edições do Carnaval na capital paulista.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





