Uma publicação enganosa nas redes sociais tenta criar uma narrativa falsa de que Brasil e África do Sul estariam sendo excluídos do BRICS, o grupo de países emergentes. A postagem tira de contexto uma reunião da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) para sugerir um novo arranjo político visando remodelar a aliança, o que não corresponde à realidade. A informação carece de fontes confiáveis e tenta justificar a ausência dos líderes brasileiro e sul-africano no encontro.
As alegações de uma possível coalizão para marginalizar o Brasil no BRICS são infundadas. Não existem registros de negociações nesse sentido entre China, Rússia e Índia, nem discussões sobre o tema na cúpula da OCX. Pelo contrário, as recentes manifestações entre os países do BRICS têm sido de apoio mútuo, principalmente no contexto de sanções e sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.
A China, inclusive, já expressou publicamente seu desejo de fortalecer o BRICS em parceria com o Brasil, visando “resistir a atos de intimidação”. A mensagem foi divulgada por Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, conforme noticiado pelo portal G1. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou que o Brasil assumirá a presidência rotativa do BRICS em 2025.
A publicação analisada também dissemina informações falsas sobre a África do Sul, alegando que o país estaria se tornando um “campo de genocídio ‘em massa’”. Essa alegação infundada repete uma teoria já divulgada anteriormente, desmentida por diversos veículos de comunicação como BBC News e G1. A postagem original foi feita por uma usuária do X com histórico de publicações de teor político e apoio a teses do grupo bolsonarista.
A estratégia da desinformação utilizada na publicação combina informações verdadeiras, como imagens da cúpula da OCX, com alegações falsas, como a suposta tentativa de expulsar o Brasil do BRICS. A postagem também recorre a linguagem polarizadora, o que pode induzir o público a acreditar na narrativa. O Comprova reforça que ferramentas de inteligência artificial não devem ser utilizadas para confirmar a veracidade de informações, pois podem falhar.
Fonte: http://odia.ig.com.br










