Expofruit 2025 Impulsiona Economia Potiguar, Mas Tarifa dos EUA Acende Sinal de Alerta

A Expofruit 2025, inaugurada esta semana em Mossoró, projeta injetar R$ 90 milhões na economia, consolidando-se como a principal feira de fruticultura da América Latina. O evento, que espera receber 40 mil visitantes e abrigar 300 estandes de 210 empresas, celebra o crescimento do setor no Rio Grande do Norte. Contudo, um novo desafio paira sobre os produtores: a imposição de uma tarifa de 50% sobre as frutas brasileiras exportadas para os Estados Unidos.

O deputado estadual Hermano Morais (PV) expressou preocupação com o impacto dessa medida, ressaltando que o mercado norte-americano é um importante destino para a produção potiguar. “Esse tarifaço compromete uma relação comercial benéfica para o Estado e ameaça produtores e exportadores”, alertou o parlamentar, enfatizando a necessidade de negociações e busca por novos mercados para mitigar possíveis prejuízos.

A fruticultura irrigada desempenha um papel crucial na economia do Rio Grande do Norte, gerando milhares de empregos e impulsionando a entrada de divisas. Em 2024, as exportações de melão fresco alcançaram 170 mil toneladas, gerando US$ 120 milhões. Nos primeiros seis meses de 2025, o estado já embarcou 139 mil toneladas de frutas, totalizando US$ 100 milhões em exportações.

O setor tem contribuído significativamente para a redução do desemprego no estado, conforme apontado pelo IBGE. A Expofruit, realizada em uma área de 17 mil metros quadrados, conta com o apoio de instituições financeiras como o Banco do Nordeste, que oferece linhas de crédito para a produção, e de órgãos de pesquisa como a Embrapa, que desenvolve tecnologias para aumentar a produtividade e a qualidade das frutas.

A região de Mossoró, Baraúna e Vale do Açu se destaca na produção de melão, mamão, melancia, manga e banana. Paralelamente, outras áreas, como Touros e municípios vizinhos no litoral, também ganham espaço no setor. Hermano Morais enfatizou ainda o potencial da chegada das águas do Rio São Francisco para ampliar a capacidade de irrigação e garantir maior segurança hídrica aos produtores, impulsionando ainda mais o crescimento da fruticultura no estado.

“A fruticultura tem ajudado o Estado a crescer, gerando emprego e renda e trazendo divisas”, concluiu o deputado, ressaltando a importância de superar as barreiras comerciais para garantir a competitividade do setor no mercado internacional. Com mais segurança hídrica, o Rio Grande do Norte poderá expandir a produção e consolidar sua posição como um importante polo de fruticultura no Brasil.

Fonte: http://agorarn.com.br