Uma explosão de grandes proporções abalou o bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, na noite de quinta-feira, resultando em uma morte, dez feridos e extensos danos materiais. A tragédia, desencadeada por um depósito clandestino de fogos de artifício, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE).
O epicentro da explosão foi um imóvel que, segundo investigações preliminares da Polícia Civil, era utilizado irregularmente para armazenar materiais pirotécnicos. O corpo carbonizado encontrado nos escombros é suspeito de ser de Adir Mariano, um homem com antecedentes por soltar balões, embora a identificação formal ainda dependa de confirmação do Instituto Médico Legal (IML).
“Ele tem passagem pela polícia no ano de 2011 e 2012 por soltar balões. Ele foi capturado (à época) pela Polícia Civil e estava respondendo processo. Em um deles foi absolvido”, declarou o delegado Filipe Soares, responsável pela investigação. A polícia agora busca determinar se Mariano agia sozinho e quem fornecia os materiais.
A violência da explosão, registrada por câmeras de segurança e amplamente divulgada nas redes sociais, causou pânico entre os moradores da região. Atingiu imóveis vizinhos, derrubou estruturas metálicas e danificou diversos veículos. Testemunhas relataram um forte estrondo e tremores.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, dez pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher com traumatismo cranioencefálico e um homem com escoriações, ambos encaminhados ao Hospital Nipo-Brasileiro. Outros feridos foram levados a hospitais da região ou atendidos no local.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da explosão, classificando o caso como explosão, crime ambiental e lesão corporal. A perícia do GATE irá determinar a natureza exata dos materiais encontrados no imóvel. “O armazenamento ilegal de materiais explosivos representa grave risco à vida e à integridade da população”, alertou a Secretaria de Segurança Pública (SSP), garantindo que todas as medidas estão sendo tomadas para responsabilizar os envolvidos.










