Ex-vereadora de Curitiba é presa em SC após condenação por rachadinha

Kátia Dittrich foi localizada em Joinville e já começou a cumprir pena de mais de 5 anos de prisão

A ex-vereadora de Curitiba Kátia Dittrich, conhecida pelo apelido político de “Kátia dos Animais de Rua”, foi presa na última sexta-feira (13) em Joinville (SC), após mais de seis meses foragida. Ela foi condenada por participar de um esquema de rachadinha durante o período em que ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Curitiba, entre 2017 e 2020.

Katia Dittrich era ligada a pauta animal, mas perdeu apoio político após encândalos envolvendo sua atuação como parlamentar, principalmente por denúncias de rachadinha (Foto: Divulgação/ CMC)

A prisão foi realizada por policiais civis do Paraná e de Santa Catarina, com base em mandado expedido pela 13ª Vara Criminal de Curitiba. Além dela, o marido, Marcos Withers, também condenado no mesmo processo, foi preso na operação. Os dois estavam com mandado de prisão em aberto desde novembro de 2023, quando a sentença transitou em julgado.

De acordo com o processo, Kátia exigia que os servidores comissionados de seu gabinete devolvessem parte dos salários recebidos, o crime popularmente conhecido como rachadinha. As investigações indicaram que as cobranças eram feitas de forma sistemática, com o envolvimento direto do marido da ex-vereadora na coleta e gestão dos valores.

Em decisão judicial já definitiva, Kátia foi condenada a cinco anos e seis meses de prisão por concussão e prevaricação. Marcos Withers recebeu pena de cinco anos. Desde que os mandados foram expedidos, o casal vinha tentando evitar a prisão, alegando questões de saúde e buscando medidas judiciais para postergar o cumprimento da pena.

Após a prisão em Joinville, os dois passaram por exame de corpo de delito e foram encaminhados ao sistema prisional catarinense, onde permanecem custodiados. A defesa informou que vai continuar recorrendo para tentar reverter a condenação, mas reconheceu que não há mais possibilidade de recurso com efeito suspensivo.

O delegado Alan Henrique Flore, responsável pela operação, afirmou que a ação reforça o compromisso das forças de segurança com o cumprimento de sentenças judiciais. “A impunidade não pode ser uma opção. O caso serve de exemplo de que quem comete crime contra a administração pública, cedo ou tarde, vai ter que prestar contas”, disse.

A prisão marca o desfecho de um caso que teve ampla repercussão em Curitiba. Eleita com discurso de proteção animal, Kátia Dittrich perdeu apoio político e não conseguiu se reeleger em 2020. Desde então, vinha sendo alvo de denúncias relacionadas à sua atuação parlamentar.

Agora, condenada e presa, ela passa a cumprir a pena em regime fechado, e o caso entra para a lista de escândalos recentes envolvendo políticos da capital paranaense. Em nota, a defesa lamentou que o Ministério Público não tenha oferecido um acordo de não-persecução penal.

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