A movimentação de Carlos Orlando Enrique da Silva, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), para a Diretoria de Downstream do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) acendeu o alerta no setor. A nomeação, em si, não infringe normas, mas o cargo no IBP, que representa grandes companhias de combustíveis, levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
O caso ganha contornos mais complexos devido à permanência de Renata Bona, esposa de Carlos Orlando, como assessora da diretora Symone Araújo na ANP. A coincidência de o IBP produzir relatórios críticos à Refit, enquanto a diretora Araújo fiscalizava sigilosamente a refinaria, gera desconforto.
Fontes do setor especulam sobre a influência de Carlos Orlando nas decisões do IBP e, consequentemente, na atuação de sua esposa na ANP. A agência, procurada para comentar o caso, declarou que a transição do ex-diretor para o setor privado ocorreu dentro da legalidade e que não identifica conflito de interesses com a atuação de Renata Bona.
No entanto, a proximidade entre os envolvidos e a sequência de eventos levantam dúvidas sobre a imparcialidade das ações. Resta saber se as investigações em curso esclarecerão se houve, de fato, alguma influência indevida ou se tudo não passa de uma coincidência infeliz.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










