Mobilização ocorre em meio a tensões e acusações entre países da região

EUA e Trinidad e Tobago anunciam exercícios militares perto da Venezuela em meio a tensões regionais.
A partir do dia 30 de outubro, os Estados Unidos e Trinidad e Tobago realizarão exercícios militares conjuntos nas proximidades das costas da Venezuela. O anúncio das manobras ocorre em um contexto de tensões regionais, especialmente após os apelos do presidente venezuelano Nicolás Maduro contra uma guerra, diante da presença de navios americanos na região.
Mobilização militar americana
Desde agosto, os EUA têm mobilizado forças militares no Caribe, incluindo destróieres e um submarino, com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas. Até o momento, essa mobilização resultou em 37 mortes em nove bombardeios contra embarcações suspeitas de tráfico.
Reação da Venezuela
Em resposta à mobilização, Maduro intensificou os exercícios militares em sua costa e afirmou que o país dispõe de 5.000 mísseis antiaéreos de fabricação russa. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, desafiou as operações secretas da CIA, afirmando que qualquer tentativa fracassaria. Maduro fez um apelo por paz em um evento, utilizando uma forma simplificada de inglês para comunicar sua mensagem.
Tensão política
As tensões entre os EUA e a Venezuela aumentam, com o presidente americano Donald Trump acusando Maduro de narcotráfico, enquanto Maduro nega as acusações. A primeira-ministra de Trinidad e Tobago expressou apoio às ações dos EUA, o que gerou críticas da Venezuela, que vê o novo governo trinitino como aliado de Washington.
Na madrugada de quinta-feira, o Exército venezuelano organizou um exercício militar em 73 pontos ao longo de sua costa, reforçando a postura defensiva do país em face das operações americanas.










