Decisão impacta tarifas e políticas de segurança nacional

Os EUA adicionaram cobre, prata e carvão à lista de minerais críticos, o que pode influenciar tarifas e decisões de apoio federal.
Em 6 de novembro de 2025, o Departamento do Interior dos Estados Unidos anunciou a inclusão do cobre, prata e carvão metalúrgico em sua lista de minerais críticos. Essa decisão pode influenciar tarifas e as políticas de segurança nacional, além de definir quais projetos receberão apoio federal.
Impacto da nova lista
A lista de minerais críticos é atualizada a cada três anos pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS) e é crucial para a revisão da Seção 232, que avalia tarifas por motivos de segurança nacional. Essa atualização, que incluiu dez novos elementos, reflete a prioridade do governo em garantir a segurança das cadeias de suprimento de minerais essenciais.
Análise do mercado
Gracelin Baskaran, do Center for Strategic and International Studies, destacou que a inclusão de um mineral na lista facilita a obtenção de apoio governamental. A expectativa em torno da inclusão do cobre e carvão era alta, mas a entrada da prata pode desestabilizar o mercado, especialmente se tarifas forem implementadas. A analista Suki Cooper, do Standard Chartered, observou que a aplicação de tarifas sobre a prata ainda é incerta, embora já haja códigos aduaneiros relacionados a isenções tarifárias para certos tipos do metal.
Efeitos no mercado da prata
Os temores sobre possíveis tarifas levaram a um acúmulo recorde de estoques de prata em Nova York, que alcançaram seu nível mais alto na história no mês passado. A escassez temporária de prata em Londres também foi notada. Os EUA dependem de aproximadamente dois terços da prata que consomem, usada em setores como eletrônica e energia solar. O preço do metal ultrapassou US$ 50 por onça em outubro, impulsionado pela forte demanda industrial e interesse de investidores.
Outros minerais críticos
Além de cobre e prata, a nova lista inclui minerais como chumbo, fosfato, silício e urânio. O USGS também identificou elementos com maior risco de interrupções nas cadeias de suprimento, destacando a importância de uma estratégia robusta para garantir a segurança econômica do país.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










