Pesquisadores da Universidade de Oxford analisam dados de 559 mil participantes

Estudo aponta que o consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, pode aumentar o risco de demência.
Pesquisadores da Universidade de Oxford concluem que o consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, pode aumentar o risco de demência ao longo da vida. A pesquisa, publicada na “BMJ Evidence Based Medicine”, analisou dados de 559 mil participantes e mostrou que a proteção atribuída ao consumo moderado é um engano estatístico. Isso porque pessoas que já apresentam sinais de demência tendem a reduzir seu consumo de álcool, levando a uma falsa impressão de que quem bebe pouco está mais protegido.
Análises e resultados
Durante o estudo, foram observados 14,5 mil casos de demência entre os participantes, que foram acompanhados por até 12 anos. Os pesquisadores realizaram análises observacionais e genéticas, revelando que beber mais de 40 doses por semana está ligado a um aumento de 41% no risco de demência. Além disso, cada incremento de 1 a 3 doses semanais aumentou o risco em 15%.
Limitações e considerações
Os autores do estudo ressaltam que os resultados mais robustos foram obtidos em participantes de ancestralidade europeia, o que limita a generalização para outros grupos. A mensagem central é clara: “não há nível seguro de consumo de álcool para o cérebro”. Os pesquisadores destacam a importância de considerar a causalidade reversa em estudos sobre álcool e demência, sugerindo que reduzir o consumo pode ser uma estratégia importante de prevenção.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










