Sanções se ampliam contra autoridades brasileiras

O governo dos EUA revogou o visto de Jorge Messias e ampliou sanções a outras autoridades brasileiras nesta segunda-feira (22).
Nesta segunda-feira (22), o governo dos Estados Unidos revogou o visto de Jorge Messias, advogado-geral da União, em uma ação que amplia as sanções previamente impostas a integrantes do governo brasileiro e do Judiciário. Segundo a agência de notícias Reuters, outras cinco autoridades brasileiras também terão os vistos suspensos, mas os nomes ainda não foram confirmados.
Escalada das sanções
A revogação do visto ocorre em um contexto de crescente tensão diplomática entre Brasília e Washington, acentuada pela recente suspensão de vistos de outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso. Além deles, mais de sete autoridades da Corte foram afetadas, incluindo Edson Fachin e Gilmar Mendes.
Implicações para Jorge Messias
Jorge Messias é visto pelo governo dos EUA como um dos responsáveis por apoiar o que Donald Trump classifica como “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O advogado tem atuado na defesa de Moraes, o que o coloca em uma posição delicada nas relações entre os dois países.
Novas sanções em meio à Assembleia Geral da ONU
Além das sanções a Messias, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Essa decisão é anunciada às vésperas da Assembleia Geral da ONU, onde o presidente Lula fará sua fala na terça-feira (23). As sanções devem intensificar as tensões entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF.
A decisão de revogar vistos e impor novas sanções reflete a deterioração das relações diplomáticas entre os dois países e marca um novo capítulo em um relacionamento já complexo.










