Estado amplia vagas para castração de gatos e combate esporotricose no Paraná

Programa CastraPet Paraná intensifica ações para controlar zoonose com incremento de cirurgias e orientações à população

Estado amplia vagas para castração de gatos e combate esporotricose no Paraná
Castração de gatos é medida estratégica para saúde pública no Paraná

O Paraná amplia vagas para castração de gatos no CastraPet e reforça combate à esporotricose, zoonose que afeta felinos e humanos.

Confira a programação completa do CastraPet Paraná em março

18/3 – Cidade Gaúcha e Sabáudia
19/3 – Rondon, Indianópolis e Iguaraçu
20/3 – Mirador e Iguaraçu
21/3 – Paraíso do Norte
22/3 – São Carlos do Ivaí
25/3 – Cândido de Abreu
26/3 – Pitanga
27/3 – Boa Ventura de São Roque
30/3 – Campina do Simão
31/3 – Goioxim

Ampliação da castração de gatos no Paraná para controle da esporotricose

O Paraná lançou em março uma expansão significativa da oferta de castração de gatos pelo programa CastraPet Paraná, com o objetivo de combater a esporotricose, zoonose que atinge felinos e humanos. A medida prevê um aumento médio de 15% nas vagas para esterilização, refletindo a importância da castração de gatos para a saúde pública. A coordenadora técnica Girlene Jacob destaca que a redução das disputas territoriais e comportamentos agressivos, causados pelas alterações hormonais após a castração, é fundamental para interromper a cadeia de transmissão do fungo responsável pela doença.

Impacto da zoonose esporotricose e importância da castração

A esporotricose é causada por um fungo que provoca lesões profundas em gatos, especialmente na face e patas, além de ulcerações em humanos. A transmissão ocorre por arranhaduras, mordidas ou contato direto com felinos infectados ou ambientes contaminados. O tratamento pode durar de três meses a um ano, mas a prevenção é essencial para reduzir novos casos. A castração atua de forma preventiva, diminuindo a população felina e o comportamento reprodutivo que favorece o contágio entre animais e humanos.

Guia para agendamento e cuidados no pós-operatório

Os tutores interessados em castrar seus gatos devem procurar os pontos de atendimento determinados pelas prefeituras parceiras do programa. Durante o agendamento, são fornecidas orientações sobre o pré-operatório e, após o procedimento, os cuidados pós-cirúrgicos com medicação e microchipagem para identificação do animal. A iniciativa fortalece a rede colaborativa entre órgãos públicos, ONGs e protetores independentes, promovendo a guarda responsável e o bem-estar animal.

Investimento, contrapartidas e ações educacionais no programa CastraPet Paraná

O governo estadual investiu R$ 19,8 milhões na quinta etapa do CastraPet, valor 106% maior que no ciclo anterior. Os municípios contribuem com cerca de R$ 1,8 milhão destinados a materiais educativos, vacinação antirrábica e placas informativas sobre biodiversidade. Além da esterilização, o projeto inclui ações de educação ambiental e orientação sobre posse responsável, visando conscientizar a população, especialmente crianças e adolescentes, sobre a importância da prevenção de zoonoses e cuidados com os animais.

Relação direta entre meio ambiente, saneamento básico e controle de zoonoses

Especialistas ressaltam que o desequilíbrio ambiental e a falta de saneamento contribuem para a disseminação de doenças transmissíveis entre animais e humanos. O controle da população de gatos e a restrição do acesso destes às ruas são estratégias eficazes de prevenção. O programa CastraPet Paraná integra essas dimensões, reforçando a importância da colaboração entre governo, sociedade civil e população para a promoção da saúde pública e ambiental no estado.

Fonte: www.parana.pr.gov.br