Médica Loraine Landgraf alerta para sinais da reação e dificuldades no acesso à adrenalina autoinjetável

Médica alergista explica sinais da anafilaxia e reforça a necessidade de atendimento imediato e acesso à adrenalina autoinjetável no Paraná.
Reconhecimento rápido salva vidas
Em entrevista concedida à TV Assembleia, a médica alergista Loraine Landgraf, mestre em Alergia e Imunologia pela UFPR, enfatizou a necessidade de identificação imediata dos sinais da anafilaxia para garantir atendimento adequado e salvar vidas. Ela explicou que o Brasil ainda não dispõe de registros nacionais precisos sobre a ocorrência da doença, dificultando a identificação das principais causas e faixas etárias mais afetadas.
Casos ilustram gravidade e diversidade da anafilaxia
O programa apresentou dois testemunhos: o do menino André, de 2 anos, que sofreu reação grave após picada de formiga, e do advogado Aloysio Maia, alérgico ao látex, que já precisou interromper viagem aérea para evitar contato com alérgenos. Esses relatos demonstram a imprevisibilidade da anafilaxia e a importância do atendimento emergencial imediato.
Adrenalina autoinjetável: acesso ainda é desafio
A médica reforçou que, em caso de suspeita de crise, o caminho é buscar imediatamente a emergência hospitalar, pois antialérgicos e corticoides caseiros não são suficientes. A adrenalina é o único medicamento que salva vidas em situações de anafilaxia. Contudo, a especialista destacou que as canetas autoinjetáveis de adrenalina ainda não são comercializadas oficialmente no Brasil, e os pacientes dependem da importação, com custos elevados e validade limitada. Entidades como a ASBAI têm solicitado à Anvisa a facilitação do acesso.
Diretrizes para prevenção e acompanhamento
Loraine Landgraf também explicou que a predisposição genética combinada com exposição a certos agentes pode desencadear alergias e que, em alguns casos, é possível prevenir reações futuras. Após a crise, é recomendada consulta a alergista para investigação detalhada e possível imunoterapia. A médica sugeriu ainda o uso de alertas pessoais, como pulseiras ou relatórios, para facilitar o socorro em emergências.
Iniciativas e informações complementares
Além dessa edição do Conversa Saudável, a TV Assembleia destacou programas locais como o Indústria Acolhedora e debates sobre agrofloresta e cinema nacional, além de esclarecimentos jurídicos sobre eleições, contribuindo para o conhecimento público em diversas áreas.
Fonte: assembleia.pr.leg.br









