A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGE) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após o parlamentar afirmar em redes sociais que “sem anistia, não haverá eleições em 2026”. A declaração de Eduardo, feita durante discussões sobre um projeto de anistia, é considerada por Hilton uma ameaça à realização do pleito. Ela destaca que a fala tem o potencial de intimidar instituições e eleitores, solicitando a apuração de possíveis crimes contra a ordem democrática e abuso de poder político.

Em meio aos debates sobre anistia, Erika Hilton aciona a PGE contra Eduardo Bolsonaro, após declaração ameaçadora sobre as eleições de 2026.
Em meio aos debates sobre anistia, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGE) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta sexta-feira (6). O pedido visa a suspensão do mandato do parlamentar, que declarou em suas redes sociais que “sem anistia, não haverá eleições em 2026”. Hilton considera essa fala uma ameaça à realização do próximo pleito.
Contexto da declaração
A declaração de Eduardo ocorreu durante discussões sobre um projeto de anistia para condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Atualmente, ele se encontra nos Estados Unidos e defende uma proposta ampla que cancelaria todas as penas, incluindo a condenação de seu pai, Jair Messias Bolsonaro, a 27 anos de prisão. A proposta é contestada por outros deputados, como Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que defende uma versão mais restrita.
Implicações da ameaça
Na representação, Erika Hilton argumenta que a declaração de Eduardo Bolsonaro gera uma “sombra de uma ameaça direta” sobre o processo eleitoral de 2026, sugerindo que a realização das eleições depende da aprovação da lei de anistia. Hilton aponta que tal discurso, vindo de um agente público, não é mera retórica, mas uma ameaça concreta ao Estado Democrático de Direito.
Pedido de investigação
A deputada solicita que a PGE apure possíveis crimes contra a ordem democrática, abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação. Ela alerta que as declarações de Eduardo podem resultar não só em sanções penais, mas também na inelegibilidade por oito anos.










