Princesa belga comenta sobre o cancelamento de seu debate na Bienal de São Paulo

Marie-Esméralda Leopoldine expressa seu descontentamento com o curador da Bienal de São Paulo após ser barrada de participar do evento.
Em Belém, nesta quinta-feira, a princesa belga Marie-Esméralda Leopoldine expressou seu descontentamento ao ser vetada de um debate na Bienal de São Paulo. A decisão do curador Bonaventure Soh Bejeng Ndikung surpreendeu a princesa, que é sobrinha-bisneta do rei Leopoldo II, conhecido por sua brutalidade no Congo durante o período colonial belga.
O veto e suas implicações
Esméralda afirmou estar triste e surpresa com a atitude do curador, que acreditava que sua presença poderia constranger os artistas da diáspora africana na mostra. Em sua opinião, a responsabilidade pelos atos dos ancestrais não deve recair sobre os descendentes, um ponto que levantou em sua declaração: “Descendentes dos nazistas não são tratados da mesma forma”.
Reflexões sobre o colonialismo
A princesa, que também é ativista ambiental, ressaltou a importância de discutir os impactos do colonialismo, como o racismo e a mudança climática. Ela expressou seu compromisso em criticar o passado de seus antepassados e enfatizou que é fundamental ter um diálogo aberto sobre esses temas, sem silenciar sobre a história. “É importante que falemos de forma aberta e clara sobre o passado”, afirmou.
Conclusão e futuro
A discussão que foi barrada na Bienal de São Paulo representa não apenas um conflito de vozes, mas também um reflexo das complexas relações entre passado colonial e presente. A princesa espera que esse tipo de diálogo possa ser promovido, enfatizando que a história deve ser abordada de maneira transparente e sem tabus.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










