A busca pela ordem, seja na arrumação doméstica ou na segurança pública, permeia a sociedade. O autor estabelece um paralelo entre a organização do lar, ensinada por sua mãe, e os princípios das ciências exatas, onde regras imutáveis regem o universo. Essa ordem, no entanto, contrasta com a entropia, a desordem inerente à natureza, que se manifesta tanto na física quanto na sociedade.
O artigo explora a complexa relação entre a necessidade de ordem e a aplicação da força. A reflexão sobre a “faxina” social, representada pela repressão ao crime, é confrontada com a crítica à tolerância excessiva com a criminalidade. O autor questiona se as forças da ordem devem arriscar suas vidas para prender criminosos que, segundo ele, são rapidamente libertados por manobras legais.
Citando Thomas Hobbes, o autor recorda a máxima de que “o homem é o lobo do homem”, justificando a existência do Estado para manter a paz civil. A crítica se estende àqueles que, na visão do autor, demonstram uma tolerância exagerada com o crime, chegando a “santificar bandidos”.
A reflexão culmina em um questionamento sobre a seletividade da indignação. O autor pergunta se o banditismo se restringe a grupos específicos, insinuando uma possível hipocrisia na forma como a sociedade reage a diferentes tipos de transgressão. A busca por um equilíbrio entre a ordem e a justiça, a tolerância e a firmeza, permanece como um desafio constante.
Fonte: http://infonet.com.br










