Com bombardeio de grandes proporções, Israel matou líderes militares e cientistas nucleares iranianos, elevando a tensão a um patamar inédito
Israel e Irã se enfrentam numa das fases mais críticas da tensão que já dura décadas. Na noite da última quinta-feira (13), Israel realizou um ataque aéreo de grande escala contra alvos estratégicos no Irã. A ofensiva matou nomes de peso do alto escalão militar iraniano e gerou uma reação imediata de Teerã. A escalada pode arrastar toda a região para um conflito direto.

Como começou esse conflito?
A rivalidade entre os dois países não é nova. Israel vê o Irã como a maior ameaça à sua existência, principalmente por causa do programa nuclear iraniano. Teerã, por sua vez, não reconhece o Estado de Israel e financia grupos armados que atuam contra os israelenses, como o Hezbollah no Líbano.
O estopim do conflito atual foi o avanço do Irã no enriquecimento de urânio. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Teerã já produz urânio próximo do grau necessário para fabricação de bombas atômicas. Para Israel, isso é inaceitável.
Nos bastidores, o governo americano tentava retomar o acordo nuclear de 2015, mas sem sucesso. O acordo foi abandonado por Donald Trump, em 2018. Ao mesmo tempo, o Irã vinha reforçando sua presença militar na Síria e fornecendo drones para aliados que atacam Israel. A situação foi piorando até explodir.
O que aconteceu agora?
Na madrugada de quinta (horário do Irã), Israel lançou uma operação aérea com mais de 200 caças, batizada de “Leão em Ascensão”. Os alvos foram instalações nucleares e militares no território iraniano, especialmente as regiões de Natanz e Teerã.
Entre os mortos estão figuras importantes:
-
Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária;
-
Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; e
-
Dois cientistas nucleares.
O Irã confirmou as mortes e declarou estado de emergência total. O espaço aéreo foi fechado, peregrinações religiosas suspensas e alertas disparados à população.
Como o Irã respondeu?
Horas depois do ataque, o Irã lançou cerca de 100 drones contra Israel. A maioria foi interceptada antes de atingir o território israelense, segundo o governo de Tel Aviv. A ofensiva é considerada apenas o começo da retaliação.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” e disse que a resposta será “à altura da agressão”.
E como está Israel?
Israel também está em estado de alerta total. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o país está pronto para responder “a qualquer novo ataque”. O espaço aéreo foi fechado, abrigos foram abertos e a população recebeu instruções para ficar atenta.
Netanyahu afirmou que o ataque foi preventivo e necessário para evitar que o Irã finalize sua bomba atômica. Segundo ele, Israel não vai permitir que “seu maior inimigo consiga uma arma nuclear”.
Qual o risco de uma guerra maior?
O cenário é de forte tensão. Outros países da região, como Jordânia e Iraque, já fecharam seus espaços aéreos. Os Estados Unidos, que tentavam mediar um novo acordo nuclear com o Irã, agora tentam evitar que o conflito vire uma guerra total.
Apesar de se dizerem contrários ao ataque israelense, os EUA reforçaram a presença militar na região para proteger seus próprios soldados e bases.
Há risco real de que a situação escale e envolva grupos armados aliados do Irã, como o Hezbollah e as milícias no Iraque, além do risco de novos ataques diretos entre as duas potências.
Em resumo:
-
Israel atacou alvos estratégicos no Irã, matou militares e cientistas importantes.
-
O Irã respondeu com drones e promete retaliações maiores.
-
A tensão está no ponto mais alto em anos, com risco de guerra aberta no Oriente Médio.
-
EUA e outros países tentam conter a escalada, mas a situação é instável.
Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!





