A Justiça sergipana decidiu manter a prisão preventiva do médico endocrinologista de 46 anos, detido em Aracaju sob a acusação de crimes sexuais contra pacientes. A decisão foi proferida durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (9), um dia após a prisão do médico em sua clínica no centro da capital. O caso, que chocou a comunidade médica e a população local, segue sob investigação.
Após a audiência, o médico foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional. Ele permanecerá detido à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem. A Polícia Civil de Sergipe tem tratado o caso com prioridade, dada a gravidade das denúncias.
As investigações, conduzidas pela 2ª Delegacia Metropolitana, revelaram que o médico é suspeito de praticar atos libidinosos contra pacientes do sexo masculino durante consultas. De acordo com a Polícia Civil, os atos eram justificados como parte de procedimentos médicos, o que levantou suspeitas e culminou nas denúncias que levaram à sua prisão. As investigações tiveram início em abril deste ano.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o pedido de prisão preventiva foi embasado em depoimentos das vítimas, áudios e outros elementos de prova considerados contundentes. A equipe policial tem tratado as denúncias com sigilo e acolhimento, buscando garantir a integridade das vítimas e a apuração completa dos fatos. A SSP enfatiza a importância de que outras possíveis vítimas denunciem.
A defesa do médico, por meio do advogado Newton Carvalho, manifestou discordância com a decisão e anunciou que buscará a revogação da prisão preventiva. “A audiência de custódia serve para verificar a legalidade de uma prisão. Neste caso, como se trata de uma prisão preventiva já estabelecida, a manutenção foi considerada necessária pelo juiz, mas nós discordamos”, afirmou Carvalho em entrevista a uma TV local. O advogado complementou: “Ainda hoje vamos adotar todas as medidas cabíveis para tentar a revogação da prisão.”
Fonte: http://infonet.com.br





