Renê da Silva Nogueira Junior, o empresário que confessou o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, havia alegado sofrer de depressão e ansiedade severas, associadas a um período de assédio moral no seu antigo emprego. A informação consta em uma perícia médica realizada em 2023, meses antes do crime que chocou a capital mineira.
Na perícia, realizada para avaliar sua capacidade de trabalho, Renê relatou ter sofrido seis meses de “assédio muito grande” no último emprego. Segundo ele, a situação desencadeou sintomas de estresse extremo, tremores e ansiedade, o que o levou a buscar tratamento psiquiátrico em setembro de 2022.
Relatórios médicos apresentados durante o exame confirmaram o relato do empresário. Um documento de maio de 2023 indicava acompanhamento para sintomas ansiosos e depressivos, incluindo perda de prazer e pensamentos negativos, com uso de medicamentos. Renê havia deixado a empresa em janeiro de 2023.
Apesar do diagnóstico de um quadro compatível com “episódio depressivo”, o laudo pericial concluiu que, no momento do exame, Renê estava “capaz para sua atividade laboral habitual”, apresentando apenas sintomas psiquiátricos leves. O perito considerou que ele esteve incapacitado para o trabalho entre janeiro e agosto de 2023, mas já se encontrava estabilizado na data da avaliação.
Em um novo depoimento, Renê da Silva Nogueira Junior admitiu ter assassinado o gari Laudemir de Souza Fernandes após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. O empresário confessou ter usado a arma de sua esposa, uma delegada da Polícia Civil, para cometer o crime, a qual está sendo investigada pela Corregedoria da corporação.
Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br





