Ricardo Magro, dono da Refit, é alvo de operações contra fraudes fiscais e vive em Miami, segundo o presidente Lula

Ricardo Magro, acusado de sonegação fiscal bilionária, é alvo de Lula que pediu ajuda a Trump para sua prisão nos EUA.
Quem é Ricardo Magro e seu envolvimento com a sonegação fiscal
O empresário investigado por sonegação Ricardo Magro é o proprietário da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Ele está sob investigação por suspeitas de sonegação fiscal bilionária no setor de combustíveis, sendo alvo da Operação Carbono Oculto, uma das maiores ações contra fraudes tributárias associadas ao crime organizado no país. Apesar disso, não existe mandado de prisão ativo contra ele atualmente. Magro nega as acusações e afirma que sua disputa é judicial, contestando cobranças da Receita Federal.
Declarações de Lula sobre a ajuda de Donald Trump para prender o empresário
Durante entrevista coletiva em Nova Déli, Índia, em fevereiro de 2026, o presidente Lula afirmou que enviou ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informações detalhadas sobre Ricardo Magro, incluindo sua fotografia e endereço em Miami. Lula classificou Magro como “um dos grandes chefes do crime organizado” e “o maior devedor do país”, destacando seu papel no mercado de combustíveis fósseis. Em dezembro de 2025, Lula já havia mencionado a tentativa de cooperação internacional para prender Magro, reforçando o pedido de apoio dos EUA no combate ao crime organizado brasileiro.
Histórico de investigações e controvérsias envolvendo Magro
Ricardo Magro tem um histórico complexo com investigações judiciais. Em 2016, foi preso em uma operação relacionada a fraudes em fundos de pensão, envolvendo desvios estimados em pelo menos R$ 90 milhões. Além disso, seu nome apareceu nos Panama Papers, revelando conexões com empresas offshore em paraísos fiscais. Ele também foi investigado por supostas irregularidades na Agência Nacional do Petróleo (ANP), embora essa apuração tenha sido arquivada. Magro foi advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, defendendo-o em casos de desvios e corrupção.
Impactos e desdobramentos da operação contra fraudes tributárias no setor de combustíveis
A Operação Carbono Oculto, que tem Magro como foco, representa uma das maiores ações contra esquemas de fraude tributária no mercado de combustíveis, diretamente ligados ao crime organizado. Essa operação visa combater sonegação bilionária que afeta a arrecadação pública e a competitividade do setor. A cooperação internacional, especialmente com os Estados Unidos, tem sido apontada como fundamental para o avanço dessas investigações, dado que suspeitos residem fora do Brasil.
Controvérsias e reações diante das acusações do presidente Lula
Ricardo Magro nega qualquer ligação com o crime organizado, afirmando ser vítima de perseguição política e que suas empresas não praticam sonegação, apenas contestam valores cobrados pelo Fisco na Justiça. As declarações do presidente Lula geraram debates sobre o uso da cooperação internacional para questões criminais e a presunção de inocência. O caso destaca os desafios na articulação entre governos para enfrentar crimes financeiros transnacionais e a complexidade jurídica envolvida.
Fonte: noticias.uol.com.br





