Capital paranaense lidera avanço estadual nas vendas e registros de veículos, impulsionada pela menor alíquota do Brasil
A redução do IPVA no Paraná já começa a gerar reflexos expressivos na economia estadual. Em Curitiba, o número de veículos emplacados cresceu 69,4% entre 20 de agosto e 23 de outubro de 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior. O salto foi registrado pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e reflete o impacto imediato da redução da alíquota de 3,5% para 1,9%, anunciada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD).

Com o novo percentual, o Paraná passou a ter o menor IPVA do Brasil, à frente de estados como Santa Catarina (2%) e São Paulo (4%).
De acordo com o levantamento, foram 43.062 veículos emplacados na capital paranaense entre agosto e outubro deste ano, contra 25.411 no mesmo intervalo de 2024 — um aumento de quase 18 mil registros. O resultado é quase o dobro da média estadual, que apresentou crescimento de 34,2% no mesmo período.
Curitiba — Emplacamentos (2024 x 2025)
2025:
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Agosto: 6.824
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Setembro: 22.484
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Outubro: 13.754
Total: 43.062
2024:
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Agosto: 5.586
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Setembro: 11.669
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Outubro: 8.156
Total: 25.411
Crescimento: 69,4%
Segundo o Detran-PR, o aumento nas vendas e registros de veículos em Curitiba demonstra a confiança dos consumidores e empresas no cenário econômico estadual.
A redução do IPVA, sancionada pela Lei nº 22.645/2025, começa a valer em janeiro de 2026 e beneficiará 3,4 milhões de proprietários de veículos, o equivalente a 83% da frota paranaense.
O impacto é direto no bolso: um automóvel avaliado em R$ 50 mil que hoje paga R$ 1.750 de IPVA, passará a pagar R$ 950, representando uma economia anual de R$ 800.
Mais de 68% da frota tributada no Estado se enquadra nessa faixa de valor.
A nova legislação também mantém a isenção para motocicletas de até 170 cilindradas, política que segue beneficiando mais de 732 mil proprietários, especialmente motoboys e entregadores.
Efeito econômico e confiança no mercado
Para o diretor-presidente do Detran-PR, Santin Roveda, o crescimento dos emplacamentos é um reflexo direto da redução tributária responsável e da estabilidade econômica do Estado.
“Essa diminuição do IPVA é uma devolução de recursos para quem faz o Estado acontecer — trabalhadores, empresários e o setor produtivo. Estamos vendo os resultados na prática, com mais veículos nas ruas, mais negócios fechados e mais confiança no futuro do Paraná”, afirmou.
O governo estadual avalia que a medida é fiscalmente sustentável, já que o aumento no número de registros e a renovação da frota ajudam a compensar parte da redução na arrecadação, preservando o equilíbrio das contas públicas e a capacidade de investimento.
Além disso, a nova legislação prevê ajustes na cobrança de multas por atraso, que passam de 10% para 20% a partir de 2026, mantendo a incidência diária de 0,33% e juros pela taxa Selic.










