Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta quarta-feira (27), a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR). Gonet, que assumiu a PGR em 2023, terá um novo mandato de dois anos, dependendo da aprovação do Senado, após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A decisão ocorre em um momento crucial, a poucos dias do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para 2 de setembro. O ex-presidente enfrenta acusações relacionadas a supostas tentativas de golpe após as eleições de 2022, o que aumenta a importância da atuação da PGR neste processo.
Curiosamente, dois dias antes de ser reconduzido, Gonet solicitou o reforço da vigilância sobre Bolsonaro. Em ofício enviado ao STF, o procurador defendeu a presença de equipes policiais em prontidão integral.
“Recomenda-se equipes de prontidão em tempo integral, sem que isso seja intrusivo ao ambiente domiciliar ou perturbador à vizinhança”, escreveu Gonet no documento, demonstrando preocupação com a segurança e a ordem pública no período que antecede o julgamento.
A recondução de Gonet, portanto, acontece em um contexto político delicado, marcado pela iminência de um julgamento de grande repercussão e pela necessidade de garantir a estabilidade institucional.










