A educação, frequentemente comparada a uma plaina que aperfeiçoa a madeira, esconde uma complexidade inerente. Seus caminhos múltiplos, nem sempre claros, demandam preparo constante. A máxima de que a educação aprimora a obra, mas não a madeira, nos leva a refletir sobre a evolução racional individual e coletiva.
Ela atua como um freio contra a irracionalidade, protegendo-nos de comportamentos absurdos. Ao investir na educação, fortalecemos nossa capacidade de evoluir racionalmente, buscando transcender as falhas que persistem na história humana.
No entanto, a persistência de atitudes questionáveis, desde as barbáries da Segunda Guerra Mundial até as ações de líderes contemporâneos, desafia a crença no progresso humano. Como argumenta o autor, “o comportamento do ser humano, hoje, não difere muito do de ontem.”
A busca por civilidade e racionalidade exige moderação e diálogo construtivo. A máxima de que política se faz, não se discute, aponta para a necessidade de ações concretas em vez de debates estéreis. Inspirar-se em grandes líderes do passado, em vez de repetir erros, é essencial para o avanço.
Educar pelo exemplo, diferenciando-o do mero ensino, emerge como um método eficaz. Contudo, a verdadeira cidadania vai além do voto obrigatório. Ela reside no dever consciente de participar ativamente da construção de um país melhor, impulsionada pela educação e civilidade.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










