O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se vê cada vez mais próximo de perder seu mandato em razão de uma série de ofensivas na Câmara dos Deputados. Sua situação se agravou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tecer elogios ao presidente Lula, pegando o bolsonarismo de surpresa. Além disso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou a indicação de Eduardo para a liderança da minoria, o que foi interpretado como um sinal de que sua posição está ameaçada. O Conselho de Ética da Casa ainda instaurou um processo de cassação contra ele por ataques ao STF e ameaças às eleições de 2026. Eduardo também se vê isolado, uma vez que pretende se lançar como candidato à presidência em 2026, mesmo sem o apoio de Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro está sob ameaça de cassação após ofensivas na Câmara; pressão aumenta com apoio de Trump a Lula.
No dia 22 de setembro de 2025, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se depara com uma série de ofensivas na Câmara dos Deputados, que indicam que seu mandato está em risco. A situação se agrava ainda mais com a recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter tido “excelente química” com Lula durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Esse apoio inesperado a Lula pegou os bolsonaristas de surpresa e pode complicar ainda mais a situação de Eduardo.
Ofensivas na Câmara
Eduardo Bolsonaro foi alvo de uma ação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que rejeitou a indicação do PL para que ele se tornasse líder da minoria. Essa manobra tinha como objetivo evitar a perda de seu mandato por faltas. Desde o início do ano, Eduardo está nos EUA, onde tenta influenciar autoridades brasileiras a barrar processos contra seu pai, Jair Bolsonaro. A decisão de Motta é vista como um aceno à ala do STF ligada a Alexandre de Moraes, e ocorre em um contexto de acordo entre o centrão e esses ministros.
Processo de cassação
Após a negativa de Motta, o Conselho de Ética da Câmara instaurou um processo de cassação do mandato de Eduardo, citando ataques ao STF e ameaças à realização das eleições de 2026. O relator do processo será escolhido a partir de uma lista tríplice, incluindo deputados de diferentes partidos. Além disso, a Câmara planeja incluir o nome de Eduardo no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) devido a um débito de R$ 13.941 referente a faltas injustificadas.
Repercussões políticas
Eduardo também manifestou suas intenções de se candidatar à presidência em 2026, com ou sem o apoio de Jair Bolsonaro. Ele cogita sair do PL e se filiar a um partido menor, enquanto muitos no centrão apoiam a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Essa movimentação revela um cenário de crescente isolamento político para Eduardo, que se vê pressionado tanto por seus adversários quanto por aliados.










