Economia de MS Impulsiona Geração de Empregos em Julho, Liderada pela Construção Civil

Mato Grosso do Sul demonstrou resiliência em sua economia, registrando um crescimento notável na geração de empregos formais durante o mês de julho de 2025. Dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) revelam que todos os principais setores apresentaram um saldo positivo entre admissões e demissões, impulsionando o mercado de trabalho no estado.

Os setores da construção civil, comércio, serviços, indústria e agropecuária contribuíram para este resultado expressivo. No total, Mato Grosso do Sul contabilizou 36.395 admissões e 33.372 desligamentos, culminando em um saldo positivo de 3.023 novos postos de trabalho com carteira assinada. Com esse desempenho, o estoque total de empregos formais no estado alcançou a marca de 697.024 trabalhadores.

A construção civil se destacou como o motor da geração de empregos em julho, com um saldo positivo de 1.191 vagas. Em seguida, o comércio (+675), serviços (+603), indústria (+368) e agropecuária (+186) também apresentaram resultados favoráveis. A função de vendedores do comércio varejista e atacadista liderou as admissões, com 10.096 registros.

Analisando os dados setoriais, observa-se um crescimento proporcional significativo nos postos de trabalho da indústria extrativa e da construção civil, que saltaram de 2.294 para 3.257, resultando em um saldo positivo de 963 vagas. “Este aumento reflete o aquecimento da atividade econômica nestes setores”, comenta um analista do mercado de trabalho.

Em relação à remuneração, o salário médio de admissão em Mato Grosso do Sul no mês de julho foi de R$ 2.122,77, valor inferior à média nacional de R$ 2.277,51. O tempo médio de permanência no emprego antes do desligamento foi de 16,2 meses. Os homens representaram a maioria das admissões (23.094) e desligamentos (20.740), em comparação com as mulheres (13.301 e 12.632, respectivamente).

A faixa etária de 18 a 24 anos liderou as admissões, com 10.406 contratações, seguida pela faixa de 30 a 39 anos, com 9.326. Apesar disso, o saldo positivo entre admissões e demissões foi maior entre os jovens de 18 a 24 anos, com mais de 1.700 trabalhadores admitidos a mais do que demitidos. Em nível nacional, o Brasil gerou 129.775 empregos em julho, elevando o estoque de empregos formais para 48.544.646 trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br